Em foco 08.11.2026
Tecnologia Segurança Digital

Deepfakes: criminosos desviam milhões e dicas de proteção

Aprenda como deepfakes são usados para enganar funcionários e transferir milhões, e descubra medidas práticas para identificar e bloquear esses golpes com segurança.

Deepfakes: criminosos desviam milhões e dicas de proteção

Criminosos estão usando deepfakes, gravações falsas de voz e imagem, para enganar funcionários e desviar grandes somas de dinheiro. O esquema recorre à inteligência artificial para criar comunicações que parecem vir de executivos ou advogados, levando as empresas a transferir valores para contas inexistentes.

Em resumo

  • Deepfakes são vídeos ou áudios gerados por IA que imitam pessoas reais.
  • Os golpistas enviam e-mails que parecem vir do presidente da empresa.
  • Os funcionários são convencidos a fazer transferências para contas fictícias.
  • Para se proteger, verifique a identidade do remetente, use autenticação de dois fatores e confirme a ordem de pagamento por outro canal.

O que é deepfake?

Deepfake é um termo que combina “deep learning”, tecnologia de aprendizado profundo, com “fake”, falso. A IA analisa milhares de imagens ou gravações de uma pessoa e cria novos clipes que a fazem parecer real em situações que nunca aconteceram. O resultado pode ser quase indistinguível de um vídeo original.

Como funciona o golpe com deepfakes

O esquema costuma começar com um e‑mail que parece ter sido enviado pelo presidente ou diretor da empresa. O texto pede ajuda para “realizar uma transação confidencial”. Em alguns casos, o e‑mail inclui um acordo de confidencialidade, dando mais credibilidade.

Depois, o funcionário recebe um convite para uma ligação ou videochamada. Um “advogado” – que na verdade é o criminoso – aparece na tela com a voz e a aparência do executivo. O “advogado” explica detalhes da suposta operação e indica a conta bancária onde o dinheiro deve ser transferido.

Os profissionais das áreas contábil e financeira, que têm autorização para aprovar grandes pagamentos, são os alvos primários. Quando a transferência é autorizada, o dinheiro é convertido em criptomoedas para dificultar a rastreabilidade.

Por que criminosos escolhem deepfakes?

Deepfakes reduzem o risco de ser pego. Ao usar a voz e a imagem de um líder, o golpe parece mais legítimo e evita que a vítima questione a origem da solicitação. Além disso, a IA pode gerar vários perfis diferentes, permitindo que o esquema seja replicado em várias empresas ao mesmo tempo.

Outro motivo é a escalabilidade. Um único vídeo falso pode ser enviado para milhares de empresas, aumentando a chance de encontrar vítimas.

Como evitar ser vítima desse esquema

1. Verifique a origem do e‑mail. Confirme se o endereço realmente pertence ao seu chefe. Se algo parecer estranho, peça confirmação por telefone.

2. Use autenticação de dois fatores (2FA). Mesmo que um e‑mail pareça legítimo, a 2FA impede que alguém faça transferências sem a segunda credencial.

3. Confirme a ordem de pagamento por outro canal. Se receber um pedido de transferência, converse com o remetente em uma ligação telefônica ou por chat interno antes de enviar o dinheiro.

4. Eduque sua equipe. Realize treinamentos simples sobre phishing e deepfakes. Mostre exemplos de e‑mails e mensagens suspeitas.

5. Monitore transações suspeitas. Configure alertas para transferências acima de um certo valor ou para contas recém‑criadas.

Próximo passo para sua empresa

Implemente políticas de segurança que exijam múltiplos níveis de aprovação para pagamentos de grande valor. Considere usar serviços de verificação de identidade digital que confirmam quem está realmente falando.

Perguntas frequentes

O que é um deepfake?

É um vídeo ou áudio criado por IA que imita a aparência ou voz de uma pessoa real.

Como diferenciar um e‑mail legítimo de um falso?

Confira o endereço do remetente, procure por erros de digitação e confirme a mensagem por telefone.

O que fazer se já transferi dinheiro por erro?

Notifique imediatamente seu banco, forneça todas as evidências e peça para bloquear a conta bancária de destino.

Fonte original: Olhar Digital

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