Uma análise da Geotab, empresa de gestão de frotas, constatou que baterias de veículos elétricos perdem, em média, 2,3% de sua capacidade de saúde a cada ano.
O estudo acompanhou 22.700 EVs e revelou que, nos climas quentes, a degradação anual é cerca de 0,4 ponto percentual maior que em regiões mais amenas. Já o uso frequente de carregadores rápidos acima de 100 kW duplica o desgaste, chegando a 3% ao ano, enquanto veículos que raramente utilizam esse tipo de carga perdem apenas 1,5%.
Impacto do carregamento rápido e da temperatura
Carregamentos rápidos podem exigir correntes superiores a 300 A, gerando calor excessivo que precisa ser dissipado. Uma revisão de 2021 publicada na revista Energies apontou que uma diferença de temperatura acima de 5 °C entre as células acelera o envelhecimento em 25%, reforçando a importância de sistemas de refrigeração eficientes.
Em ambientes frios, a resistência interna das baterias aumenta, favorecendo o fenômeno da deposição de lítio metálico nas eletrodos – conhecido como "lithium plating" – que pode comprometer a vida útil da bateria.
Desempenho em temperaturas baixas
Dados da Recurrent, que analisou mais de 30 mil EVs nos EUA, indicam que, em temperaturas de congelamento, as baterias entregam cerca de 78% da autonomia ideal, caindo para aproximadamente 70% quando a temperatura externa chega a -7 °C.
O aquecimento da cabine representa cerca de dois terços do consumo extra de energia em clima frio, reduzindo ainda mais a autonomia disponível.
O que muda para você
Para proprietários de veículos elétricos, o estudo sugere que evitar carregamentos rápidos frequentes e proteger o carro de temperaturas extremas pode prolongar a vida útil da bateria. Em climas frios, planejar rotas que permitam pré-aquecimento da bateria pode melhorar a autonomia.




